| Industrialização
de Charque Tradicional
O charque tradicional tem como característica
uma cor mais escurecida, sabor mais salgado
e tende a ser mais rijo. Também apresenta
uma maior "quebra", tem maior perda
de porção muscular em seu processo
quando comparado com o charque jerked beef.
Matéria-Prima
As carnes utilizadas para fabricação
do charque são: ponta de agulha e dianteiros,
podendo também ser fabricado com cortes
como cupim, lagarto, dentre outros.
Fluxo de fabricação do
Charque Tradicional
Manteação;
Salga Úmida;
Ressalga;
Tombos;
Lavagem;
Secagem;
Embalagem.
Manteação
Também denominado esponjamento,
consiste em tornar mais finas as proporções
musculares mais densas, promovendo assim a multiplicação
da superfície e a obtenção
de peças uniformes, com espessura em
torno de 2 cm.
Salga úmida
Emprega exclusivamente o sal em solução
a 23,5º Baumé ou 95º salômetros
(335 g de sal/kg de água), em tanques
especiais, com movimentação constante
das peças de carne por 30 a 40 minutos
e à temperatura de cerca de 15ºC.
Ressalga
É feita com a primeira porção
gordurosa voltada para cima e a segunda para
baixo e assim sucessivamente, consiste na adição
de sal grosso entre as diversas camadas de carne.
As mantas são distendidas em plataformas
de concreto, recobertas de sal grosso, cuidando-se
para evitar dobras e intercalando-as com camadas
de sal, formando pilhas de no máximo
1,80m. Esta etapa dura de 24 horas a 48 horas,
de acordo com o critério adotado pela
indústria. É a operação
realizada após a retirada da carne da
salmoura.
Tombos
É formada pela inversão
das posições das peças.
Também conhecidos como tombos, são
inversões em que a parte inferior das
peças fica voltada para cima na nova
pilha.
Pilha de Espera
É feita por razões ligadas
às condições atmosféricas
ou por questão de ordem comercial.
Lavagem prévia
Imediatamente antes de serem estendidas
para dessecação há uma
remoção do excesso de sal da superfície.
Realizada em tanques especiais com água
e cloro ativo, as peças de carne são
lavadas e empilhadas para o escorrimento da
água, ou é simplesmente lavada
com água corrente e deixada para escorrer,
variando de acordo com o processo de cada indústria.
Secagem
A secagem ou dessecação
ao ar livre, através de exposições
aos raios solares e ao vento é realizada
com a carne estendida em varais. Em geral, os
varais obedecem à orientação
norte-sul, com objetivo de proporcionar o melhor
aproveitamento do sol. São estendidas
que geralmente levam 12 horas de contato com
sol e vento diariamente.
Normalmente leva-se de dois a cinco dias para
esta etapa, de acordo com as pretensões
da industria no padrão de qualidade do
produto e condições climáticas.
EMBALAGEM: O charque é prensado formando
pequenos pacotes com maior freqüência
embalada em fardos com 30 Kg, embora com novas
tendências de mercado poder também
ser encontrado em fatias de 500 g a 1 kg, quase
sempre com envoltório plástico
sob vácuo.
O tempo que ficam nos varais, a maneira que
colocam a manta nos varais e como são
retiradas variam de acordo com o processamento
de cada indústria e interfere diretamente
na qualidade do produto final.
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